Aracaju, Sergipe, 1982.

A brisa rufava a esperança e o horizonte tingia as cores da redemocratização, que já se avizinhava. Naquele ano, o país efervescia social, econômica e politicamente. Pela primeira vez desde 1964, realizaram-se as primeiras eleições diretas para governadores, fôlego tão importante para movimentos futuros, como o das diretas já.

A música explodia em protesto, marcando e talhando toda uma geração. No rádio, apesar das adversidades que a realidade impunha, Gonzaguinha entoava o sentido da vida, esse mistério profundo, e anunciava a beleza de ser um eterno aprendiz.

Foi na primavera daquele tempo, quase às margens do Rio Sergipe e num cenário de grandes mudanças, que o pitoresco centro da capital sergipana acolheu o sonho de um jovem advogado e de um experiente acadêmico.

À rua de Pacatuba, n. 64, José Simpliciano Fontes de Faria Fernandes uniu-se a José Joaquim d’ Ávila Melo para fazer da advocacia um instrumento de transformação. Um, graduado em 1974, ainda nos primeiros passos da profissão. O outro, um senhor e professor da Universidade Federal de Sergipe.

A pujança da jovialidade e a frugalidade da experiência, contrastes típicos do Tempo, se enlaçaram num único propósito. E assim se iniciou a construção de uma advocacia combativa e delicada; enérgica e estratégica, inovadora e resolutiva.

“Quando se vê passaram 50 anos”, como diria Mário Quintana. Muitos anos se passaram desde então e muita coisa integrou essa biografia.

O professor José Joaquim aposentou-se. O então jovem advogado Simpliciano tornou-se referência na advocacia e galgou diversas conquistas, vindo inclusive a ser nomeado Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, em 2001. Entregou-se novamente à paixão pela advocacia, para a qual retornou em 2010 e não mais saiu.

O escritório expandiu horizontes e fincou raízes em outros estados. Abriu-se a novas áreas e a novos sócios. Hoje, o Fernandes Advogados Associados atua em várias cidades Brasil afora e em diversos segmentos. Mas, sempre se mantendo fiel ao espírito e à união que deram lhe origem: jovialidade e experiência, vitalidade e temperança, modernidade e tradição… E, sobretudo, o amor pela advocacia.